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sábado, 14 de junho de 2014

JOHN TAYLOR FALA SEM CENSURA SOBRE A NECESSIDADE DAS FAMÍLIAS SEREM OUVIDAS: FAMILIARES E SEUS ENTES QUERIDOS AFETADOS PELO ABUSO DE SUBSTÂNCIAS

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/2014/john-taylor-speaks-out-about-need-for-families-voices-to-be-heard-families-carers-affected-by-loved-ones-substance-misuse/

TRADUÇÃO:  DIANA DA CRUZ

23 de maio de 2014




A cada pessoa que luta contra as drogas e o álcool, estima-se que pelo menos outros cinco são afetados - maridos, esposas e companheiros, mães, pais, irmãos, filhos, netos, amigos, empregadores - cada um deles tem sua própria história para contar sobre como são afetados.


O evento da DHI Reach Out acontece em um dia, na cidade de Bristol, no Reino Unido - agora em seu 7º ano – oferecerá uma oportunidade única para as famílias e entes queridos, os quais compartilharão suas experiências com os colegas e profissionais durante um dia inteiro de festival gratuito, em Broadmead sábado dia 14 de junho de 2014.


DHI está realizando este evento, porque milhares de famílias e entes queridos sofrem em silêncio devido ao estigma muitas vezes associado, pelo fato de cuidarem de um membro da família o qual luta contra o abuso de substâncias. O dia vai ajudar a quebrar esse silêncio e oferece esperança para aqueles cujas vozes são tão frequentemente silenciadas.


O dia contará com:

• Oportunidades para as famílias serem ouvidas;
• Kit especial com dicas de autoajuda concebida pelas famílias;
• Palestra e sessão de Perguntas e Respostas com John Taylor (baixista do Duran Duran e autor de best-seller);
• Painel de pergunta e resposta com os colegas e profissionais.
O festival é uma oportunidade importante para as famílias e cuidadores os quais enfrentam a luta de um ente querido contra as drogas e o abuso de álcool. As pessoas serão capazes de encontrar maneiras para ajudar a quebrar o estigma e a vergonha em torno do vício e garantir que eles tenham o apoio que precisam. O evento do ano passado foi um grande sucesso, e teve a participação das famílias e dos cuidadores que querem ser ouvidas, os mesmos aprendem uns com os outros, bem como os profissionais e influentes políticos.


John Taylor, orador principal, diz:


"Durante o ano passado, eu conheci muitas pessoas que experimentaram os enormes benefícios que a DHI oferece, a partir de suas instalações e programa nas redondezas de Bath. Eventos como estes são vitais para ambas as famílias e comunidades de apoio que lidam diariamente com problemas do vício. Então, muitas vezes sentem-se isoladas, com pouca informação de como proceder e silenciadas pelo estigma que está associado a esta doença generalizada e indiscriminada. Acredito que a DHI tem muitas soluções para a transformação pessoal. É por isso que estarei na Reach Out Festival da Família no sábado, dia 14 de junho em Bristol."



Rosie Phillips, CEO DHI, diz:

"É impossível subestimar o efeito do vício em famílias e cuidadores dessas pessoas. Muitos sofrem de ansiedade, depressão e problemas de saúde por causa das tensões e deformações em suas vidas. Esta conferência os une, ao terem o tratamento de drogas e outros profissionais, para que possam usufruir dos serviços e obter o melhor suporte possível.”  Rosie passou a dizer que, assim como o apoio às famílias e cuidadores que precisam de ajuda em seu próprio direito “a conferência é também importante para aqueles em tratamento, pois todas as evidências mostram que as pessoas neste período estão mais propensas a ter sucesso em seu tratamento, se as famílias e encarregados na educação estão envolvidos. Temos visto uma prova disso com numerosos clientes. É vital para todos os profissionais que trabalham com as famílias poder escutar, compreender e oferecer suporte adequado. As famílias e os cuidadores pagam um grande preço pessoal e queremos assegurar que obtêm o apoio o qual necessitam.”


Sobre os clientes, as famílias e os prestadores de serviço que a DHI ajudou: (os nomes abaixo foram alterados com intuito de  proteger a identidade):

"Eu via o serviço de FAM toda terça-feira à noite para os grupos, o qual também teria acesso, uma sessão de cada vez. Agora que estou em um momento melhor, não preciso do serviço como antes. Mas, no momento em que tudo estava indo mal, eu poderia solicitar a ajuda do serviço FAM, caso tivesse algum problema. A melhor coisa é ter minha filha de volta" Cliente., do Serviço FAM

"Agora estou frequentando o Serviço da DHI para as Famílias com meu marido, sinto que estou envolvida em seu tratamento e que somos ajudados como um casal." - Cliente, Serviço de FAM.

"Encontramos no grupo um apoio incrível e útil em termos de aprender a lidar com os problemas de alcoolismo de nossa filha... Eu acredito que o grupo de apoio é inestimável estou muito grata por nos ajudar a nos expressar em um momento de crise e quando o nível de estresse ficou tão ruim que nós mesmos não estávamos funcionando como deveríamos"-. Cliente, Serviço de FAM.


A DHI executa serviços para as famílias em toda região de Bath e nordeste de Somerset, ao sul de Gloucestershire e Bristol, e o evento é gentilmente patrocinado pelo Conselho Gloucestershire do Sul.


Para saber mais sobre o DHI visite:  http://www.dhi-online.org.uk/

Siga o DHI no Twitter: @ DHI_online

Para informações à imprensa, favor contatar:
Rosie Hopley, PR Manager DHI, RosieHopley@dhi-online.org.uk


Entrevistas com John Taylor estão disponíveis, na tarde de 14 de junho a pedido. Fotos disponíveis mediante pedido.

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Informações importantes:

John Taylor está na 28ª edição da Revista Off the Wall, para download em formato pdf, clique neste link: http://pt.scribd.com/doc/224083814/OTW-28



sábado, 29 de março de 2014

BLOG DO JT

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/2012/a-blog-from-jt-6/

TRADUÇÃO: GEORGIA SOMENZARI 

REVISÃO: DIANA DA CRUZ


arte de Romy Lucas


Algum de vocês usa livros de "meditação diária"? Eu uso. Adoro aqueles livros de autoajuda de bolso com textos curtinhos, geralmente com uma página para cada dia, cheios de ideias positivas sobre nós mesmos, feitos para nos ajudar a enfrentar melhor o dia. Tenho alguns, a maioria guardada no banheiro. Às vezes, quando eu acordo com uma sensação boba e persistente de culpa ou medo, cheio de ideias negativas sobre a vida - alguém se identifica? - o que geralmente acontece antes mesmo de eu sair da cama ou trocar uma palavra com alguém, gosto de pegar um desses livros e ver qual é a sugestão para o dia.

Em meu livro "Twenty-Four Hours a Day" [Vinte e Quatro Horas por dia], (publicado pela Hazelden), o texto de 2 de outubro inclui esta parte: "o que não vem do coração não chega ao coração. O que vem da experiência pessoal e do desejo sincero de ajudar outra pessoa, chega ao coração". Eu imediatamente associei ao livro.

Desde quando decidi, no verão passado, começar a trabalhar com o livro, tenho que me certificar constantemente dos meus motivos. Alguém próximo a mim me ajudou sugerindo, "é uma mensagem de esperança, John". O Roger me deu um ótimo conselho. Ele disse, "fale com o coração, JT, e ficará ótimo". Eu gostei, e gosto de pensar que essas são minhas motivações, mas às vezes eu não sei se não é simplesmente o velho interesse próprio.

É um pouco dos dois, eu acho.

Porque alguém escreve um livro? Gela me perguntou no fim de semana: "como se sente agora que tanta gente sabe tanto sobre você?". Artistas hipotecam suas emoções. O que mais temos para vender? E, além disso, eu venho falando para os fãs qual é a minha cor favorita desde 1981. Agora é só um pouco mais interessante.

Obviamente, temos que querer "avançar". Depois da sessão de autógrafos em Bath, eu pensei comigo mesmo, "eu poderia ter sido um político". Se a pessoa não está preparara para falar sobre o mesmo assunto por horas, então realmente não serve para vender livros para editoras comerciais, pra começar. Tendo dito isso, eu realmente acredito que se ganha alguma outra coisa quando se escreve suas memórias - apesar de não saber exatamente o que é ainda... é uma miragem que começa a ficar um pouco mais nítida lentamente, enquanto o processo continua. Não é muito diferente de começar uma banda ou se envolver em qualquer tipo de atividade criativa - você tem que acreditar que tem algo que vale a pena dizer ou compartilhar, mesmo que esse algo seja "não tenho nada a dizer" - me lembro de ver um músico sem teto pedindo esmola na 3rd Street em Santa Mônica. Na calçada, na frente dele, havia uma placa de papelão onde ele tinha rabiscado "nada a dizer, mas você pode me pagar mesmo assim". Achei que era a frase mais honesta que eu tinha lido na última década e a roubei sem rodeios para uma música. 

A verdade é que eu não sei até onde isso tudo vai me levar, mas preciso continuar acreditando, e vocês, pessoal, me dão confiança para continuar seguindo em frente Queremos que muita gente leia o livro, então temos que acreditar no seu conteúdo.


arte de Romy Lucas


A pergunta mais frequente na turnê de lançamento do livro no Reino Unido foi "por que agora?". Eu quase sempre repito a mesma resposta tripla. Um: a morte do meu pai há quase três anos me levou a vender a casa onde eu cresci o que me deixou com caixas de objetos e documentos antigos e um sentimento de perda imenso. As lembranças pareciam estar escapando com uma velocidade extraordinária e eu queria retardar esse vazamento. Dois, eu fui abordado por um agente de Londres no começo do ano passado que me assegurou que se eu estivesse interessado em escrever uma autobiografia, esse era o momento certo para isso (ele achava que o mercado para biografias de rock estava aquecido). A terceira razão foi, talvez, o fator surpresa em tudo isso. Quem poderia adivinhar que a voz do Simon ia sumir no palco em Cannes em maio? Deixando-nos com quase três meses de shows cancelados e eu de mãos atadas o verão inteiro. O diabo sabe dessas oportunidades. Ligue para o agente! Vamos escrever aquele livro!

Um início bem inocente.

Saber o momento certo é tudo. Como baixista, eu sempre vou acreditar nessa ideia. Talvez o que aconteceu tenha sido isto: meu coração foi aberto à força pela morte do meu pai, e não há nada mais óbvio, honesto ou que mexa tanto conosco como isso, e eu precisava fazer algo concreto com essa experiência. Algo criativo e/ou artístico. Ta-da! Bem-vindos ao Ritmo do Prazer. E agora estamos a alguns dias do lançamento do livro nos Estados Unidos, esperando causar aqui o mesmo efeito impressionante que causamos no Reino Unido - quem poderia imaginar que o livro chegaria ao 6º lugar na lista dos mais vendidos do Sunday Times? Agora eu quero ter o mesmo sucesso aqui, na minha pátria adotada. Talvez eu tenha que encarar que também sou viciado em sucesso.

Ontem eu estava sentado na sala de TV, cuidando de um jetlag daqueles, assistindo um dos programas de TV preferidos do meu pai, "O Fugitivo". Eu tinha passado o dia todo com o coração apertado. E aí meus sentimentos vieram à tona como náusea, jorrando horrivelmente pela minha garganta sobre toda a mesa de centro. Percebi que ainda estou tão triste, que sinto tantas saudades deles e dos velhos tempos, e que o processo ainda está bem vivo e em andamento. Toda a intelectualização e racionalização que fiz até agora na turnê do livro parecem não ter feito muita diferença. Eu ainda fico paralisado de tristeza. Quando essa porcaria passa? Resposta: nunca, e nem gostaríamos que fosse assim. São as nossas lembranças, o memorial, e o motivo de registramos nossas memórias. Estou aprendendo com isso.

Por que colocar toda essa energia num livro quando eu poderia estar compondo músicas? Com certeza toda a energia criativa disponível deveria ser direcionada para a composição de músicas? Tudo o que posso dizer é que eu precisava dessa catarse específica, desse processo específico. E, além disso, livros são legais.


arte de Romy Lucas


Então, uma parada antes do lançamento do livro nos Estados Unidos: obrigado por estarem comigo nessa jornada até agora. Parece que estamos indo mais fundo, juntos. Eu não poderia ter previsto que vocês reagiriam tão bem ao livro e sinto que o que fiz foi realmente justificado. Foi uma boa id
eia! Tivemos ótimos momentos nesses eventos do livro e agora estou ansioso para algo parecido desse lado do Atlântico. Fiquem ligados e mantenham-se informados sobre os eventos e mídia com DD.com e @thisistherealJT. Até lá!

Pinturas - cortesia de Romy Lucas http://www.romylucas.nl/