domingo, 27 de outubro de 2013

TEXTO ORIGINAL:  http://www.duranduran.com/wordpress/2013/duran-durans-nick-rhodes-on-lou-reed/

TRADUÇÃO:  DIANA DA CRUZ



NICK RHODES DO DURAN DURAN SOBRE LOU REED





Estou muito triste ao ouvir que Lou Reed faleceu. Menos de dois meses atrás, foi ótimo vê-lo em Londres, ganhando um premio por  inspiração da GQ. Ele sempre mereceu muito mais reconhecimento do que havia sido concedido. Tal como Elvis e The Beatles, Lou Reed foi o pioneiro e influenciou uma futura geração de músicos, o Duran Duran foi apenas uma daquelas bandas de uma lista interminável, gratos pelo benefício de seu estilo destemido, inventivo e original.

No final dos anos 80, fomos fazer um show beneficente em Nova York , onde através de um amigo em comum , eu tinha conseguido convencer Lou  a vir e tocar algumas de suas músicas com a gente. Foi muito surreal para todos na banda, como menos de uma década antes,  tínhamos  sido fãs de sua música, a qual ouvíamos em nossos quartos de adolescentes.  Lou apareceu no Beacon Theatre com sua guitarra e amplificador para passagem de som, ensaiamos Walk on the Wild Side e Sweet Jane juntos, ele ficou emocionado com os arranjos que tínhamos feito , então nos separamos por algumas horas e em seguida nos encontramos, mais tarde naquela noite no palco. Quando Simon introduziu o nosso herói , Lou, meu coração  ficou apertado pois pareceu que todo o público começou a vaiá-lo. Lou não se intimidou e sorriu,  daí começamos a tocar as canções , até então eu não sabia, mas depois que o som  da multidão se intensificou, que eu percebi que eles estavam todos carinhosamente gritando Lou,  e não “Uuuuuu”.



Lou Reed está morto, Vida Longa a  Lou Reed !


Nick Rhodes

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

TEXTO ORIGINAL: http://www.theguardian.com/theguardian/2013/oct/15/pop-music-video-awards-1984

 PUBLICADO EM: 15/10/2013

ESCRITO POR: ADAM SWEETING

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ



Do arquivo de 15 de outubro 1984: Frisson já no primeiro Pop Video Awards

 

Bill Wyman , o baixista dos Stones e  morador de St Tropez, estava como um dos juízes os quais averiguavam mais de 450 lançamentos.


 
Duran Duran 'Rio' video, 1982. Fotografia de Vevo


  


Quando Simon Le Bon do Duran Duran adentrou no clube Papagayo, os suspiros de alívio eram audíveis. A noite de abertura festeira desde a primeiro Festival Pop Internacional de Vídeo em St Tropez foi visto sob a perspectiva de um anti-clímax, sem entusiasmo. Como Le Bon desapareceu sob uma multidão de imprensa e uma menina particularmente insistente, o festival de St. Tropez  tornou-se um evento.



"Maravilhoso!"  disse entusiasmado Arthur Sheriff , quem havia organizado o evento de Londres até os últimos detalhes. "O selo de aprovação! " Na manhã seguinte, Arthur foi entrevistado pela TV francesa, enquanto voava no alto em um balão de ar quente.



Se o grande iate branco do Duran Duran, ancorado ostensivamente no porto, poderia ter sido uma imagem de um dos próprios vídeos promocionais pródigos do grupo, haviam outros rostos menos conhecidos por aqui se olhasse com mais cuidado. Tim Pope, o diretor de vários dos vídeos pop mais interessantes em exibição, e um membro do corpo de jurados, viram-se pressionados pelos cantos e contra as paredes por  ansiosas equipes de TV. Ele usava a expressão permanente de um homem esperando pelos diparos de flashs.



O diretor alemão Peter Goldmann, entretanto, que havia realizado filmes promocionais para os Rolling Stones, por exemplo:  19th Nervous Breakdown e para The Beatles o vídeo:  Strawberry Fields Forever, antes que alguém já pensasse no termo: " Promo ", o mesmo foi encontrado sendo festejado pela equipe perpetuamente-itinerante de Tyne Tees TV rock Show The Tube.



O Zen Goldmann , atualmente trabalhando para a TV sueca , é algo mais próximo de uma figura paterna para os vídeo-makers de hoje. Os Rolling Stones com quem trabalhava eram os pirralhos indisciplinados dos anos 60, mas agora, com estilo oitentista, estariam sem dúvida muito à vontade nesta parte rica do Mediterrâneo e seu novo material Vídeo Rewind (lançado aqui em uma maré de bebida livre), foi elaborado pelo jovem cineasta Julien Temple .



O baixista dos Stones e morador local, Bill Wyman, por sua vez, permaneceu durante toda a semana como um dos juízes que averiguavam em torno de 450 curtas metragens, 100 longa- metragens e vídeos no estilo de diversos documentários. Talvez, Temple, sabiamente, se recusou a fazer qualquer julgamento, mas aproveitou as festividades de encerramento e deu algumas entrevista.

 


 


Se o festival de  St Tropez fez a pergunta séria sobre a indústria Pop de video-clips - se há alguma a ser feita – o festival continua sendo visto. Certamente houveram algumas gravadoras  preocupadas no seminário organizado pela Billboard para discutir a questão do pagamento pela transmissão dos vídeos. Os custos de produção aumentaram progressivamente, já que artistas muito ricos, como Michael Jackson e Paul McCartney impuseram um ritmo nos orçamentos cada vez mais luxuosos, o que simplesmente não pode ser recuperado em muitos casos.

No entanto, menos vídeos pop de alta qualidade não poderiam ser algo ruim, como a maioria dos observadores em St Tropez pareciam concordar. O próprio  Nick Rhodes do Duran Duran mudou sua opinião quando desejava que as pessoas prestassem mais atenção à música do Duran e menos para os seus vídeos promocionais de estilo Martini, já que havia uma visão revisionista.

Mas ninguém esperava conclusões de St Tropez, ninguém esperava conclusões de St Tropez, nem mesmo a enigmática edição milionária de 23 anos de Rupert Schmid que supostamente estava prestes a perder um valor considerável do dinheiro que havia investido no festival. Ideias foram trocadas, a informação transmitida e o dinheiro desperdiçado, ao mesmo tempo mostrou –se para muitos que o canal a cabo de TV Pop Box European Music foi gerenciado por um quarteto de tolos.

Se St Tropez pode estabelecer-se como uma pedra fundamental todo ano, dessa  indústria ainda em desenvolvimento, o festival pode ajudar a conter a onda dos ascendentes videos-tolos, os quais ainda nos fazem de marionetes.
 







 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

TEXTO ORIGINAL: encarte interno do LP do TV Mania
Bored with Prozac and the Internet? A surreal musical for a new generation.

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ


Entediado com Prozac e a Internet? Um musical surreal para a nova geração.





Na América, cientistas sociais e antropologistas estão procurando por respostas por que a vida em família tem se degenerado tão drasticamente nos tempos atuais. Após estudos on - line do Censo Nacional, eles escolheram aleatoriamente uma família, dentre um milhão de voluntários, para ser o Grupo Test 101.

A família é transportada e instalada secretamente em uma casa isolada, futurista e inteligente, onde eles tem todas as comodidades modernas ao seu alcance. Não havendo necessidade de deixá-la, de acordo com todos os padrões previstos, sendo o ambiente dentro da casa ideal. A família é monitorada 24 horas por dia, no estilo Big Brother. Eles podem ter amigos virtuais, sob a condição controlada, porém devem permanecer na casa, continuam vivendo suas vidas como se nada tivesse mudado (na realidade não muda-se muito).

Todos os alimentos são estocados e pedidos on-line, entregues hermeticamente lacrados, a família não tem absoluto contato com o mundo do lado de fora, o qual é considerado o luxo contemporâneo. Eles também se beneficiam por terem uma completa equipe virtual, a qual é extremamente eficiente e atendem cada vez mais aos pedidos excêntricos da família.

A maior parte das coisas na casa funciona por comando de voz, ou podem ser ativadas via internet. Habitualmente tudo funciona, mas se ocorre algum problema no sistema o caos está previsto, pois ninguém mais sabe realizar uma simples tarefa. Eles tem computador para acessar o mundo do lado de fora, embora os noticiários e redes sociais estejam proibidos.

A família disfuncional finge sobreviver à vida dos sonhos em frente aos cientistas, apesar das falhas assombrosas, convencem o telespectador. Embora o GMRA (Associação de Recursos Genéticos Modulares) prometerem manter todas as informações totalmente confidenciais, diante a oferta financeira fenomenal da rede de TV, após verem os resultados dos primeiros dois dias, eles quebraram completamente o acordo com a família, e concederam os direitos à TV, sem o conhecimento da mesma. O programa atrai mais telespectadores do que qualquer outro na história. É traduzido para 30 idiomas diferentes e causa intensos debates internacionais. 

Muito se discute sobre o porquê da família ter permitido que suas vidas fossem colocadas sob um microscópio (os produtores decidiram não informar ao público sob o fato do uso dos direitos de imagem não serem para além de fins científicos). Outra maravilha, se é que possível, reabilitar a família para retomarem suas vidas ao normal após o término da terrível experiência.

O mundo assiste como a situação na casa torna-se cada vez mais ingovernável, mas o ponto crucial ocorre quando as coisas atingem o ponto de máximo, todo o sistema de transmissão cai e todos os telões param de funcionar. Neste momento, a mãe está sofrendo de um incidente de overdose, o pai teve um momento de alucinação, onde ele acredita que para superar os problemas familiares, sem outra opção, submete-se ao Demônio, o qual é a única força capaz de ajudá-lo.

A filha veste-se como uma vedete super sexy, obviamente para viver em uma cena melodramática de um filme de Hollywood, o filho está buscando informações no sistema dos cientistas com a finalidade de encontrar a verdade sobre as pesquisas, em uma tentativa desesperada de entender a si próprio e sua família... Como em uma cena de ópera, os cientistas entram em pânico na casa, com receio da reação do público, caso algo ruim pudesse acontecer com alguém da família ou de uma ação judicial massiva dos mesmos, uma vez que descobrissem a verdade sobre a transmissão.

Os advogados da emissora de TV são os primeiros a chegarem e aproximam-se de cada membro da família para contar-lhes o grande sucesso o qual se tornaram, desprezar todo o dinheiro e as questões relacionadas às transmissões, solicitaram a eles que abrissem mão de assinar toda a papelada burocrática e concluir o tempo na casa. De repente, o pai percebe que as pessoas, sabem quem ele é e em seu estado ilusório, perambula para fora da casa para saudar o público adorável... Está frio, entediante e vazio, mas não em sua imaginação. A mãe está felicíssima que as pessoas viram seu sofrimento e correu ao encontro delas para implorar ajuda e perdão. A filha está eufórica, pois, como já deve ser famosa prepara-se para sua saída triunfal da casa e entrada no mundo do tapete vermelho onde espera receber uma rápida oferta do cinema. O filho ainda está em frente ao computador, trancafiado no quarto e assistindo a todas as cenas da vida se desenrolando como se tivesse sido restaurada.

Ele coloca sua armadura de jogador e caminha vagarosamente para fora, onde ele percebe que está no centro do gigante do vídeo – game, ele encontra-se absolvido de seu mundo isolado  e pela primeira vez está apto para relacionar-se com as pessoas fora do seu quarto.

Tudo vinculado a família que desejava tornar-se famosa pelo o que eles são.
Um mundo projetado pensado em você.


Nick Rhodes


sábado, 19 de outubro de 2013

TEXTO ORIGINAL:

POR: BORIS STARLING



TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ


ESTAMOS INDO PARA O BRASIL EM 2014! HORA DE CHAMAR PELO DURAN DURAN


Estamos indo para o Brasil! Bem, nem todos nós, obviamente. Lugares ainda estão sendo disputados, e as decisões serão tomadas (e desfeitas) ao longo dos próximos meses. Agora é cão que come cão. Pense em mim como o árbitro, alguém mostrando cartões imaginários e tentando conseguir alguém na reserva.

Eu mesmo tenho que estar no avião, é claro. A missão de averiguação à base de cinco estrelas da Inglaterra é a única forma da minha esposa me perdoar sobre a semana em Donetsk durante a Euro 2012, e isto também vai me tirar daquela quinzena chuvosa em Cornwall.





De volta a estrada: Rio do Duran Duran obviamente poderia ser o tema ligado ao Brasil em 2014

Enquanto isso, alguns pensamentos:

Música tema.  Alguém convida com determinação o Duran Duran pelos direitos de Rio. Se eles são difíceis, o dobro do preço, mas insistam que eles façam os Jogos Olímpicos de 2016, também. Se eles ainda não cederem, pergunte sobre Manilow Copacabana (mas lembre-se de chamá-lo de torneio de " futebol " ou ele não dará a mínima para você). Se não houver nenhuma alegria, nós podemos chamar o Elton para fazer uma versão em samba de Dunga Breaking My Heart¹ .

Filmagens. Verifique a biblioteca para todos os clichês. Carnaval (usar imagens de Notting Hill, caso necessário apenas edite os policiais dançarinos). Praias. Biquínis. Pão de Açúcar e a estátua do Cristo Redentor. Ouriços jogando futebol. Você conhece o material.

Festa popular: O carnaval do Rio é o passatempo mais clichê deve ser a Notting Hill - esque


Recursos. Bear Grylls está sempre sinalizando com sugestões. A canoa descendo o Amazonas com a finalidade de assistir a um jogo em Manaus. Passe uma noite em uma favela (mas só se Roy Keane estiver como guarda-costas. Na verdade, isso não é uma má idéia. Só o olhar de Keane esclareceria uma onda de crimes).

Especialistas. Será que realmente queremos os suspeitos de costume?  Ouvindo alguns desses caras são como se estivesse na Conferência UKIP. Da última vez, Klinsmann e Seedorf foram mais interessantes do que qualquer outro. Eles certamente falaram melhor Inglês. Ronaldo ? (O original, é claro, não o Sr. Gel de cabelo, mas verifique para que os fornecedores estejam à altura do desafio). Balotelli? Poderia ser brilhante, poderia ser “car crash”² na TV.

Ternos. Armani ainda tenho alguns desses brancos os Spice Boy aqueles que sobraram do final da Copa de 96. Preços mais acessíveis, agradariam as estatísticas: mas talvez um pouco demasiado Man From Del Monte?



Inglaterra não deve ser considerada nem favorita nem azarão


Paxman quer vir e fazer uma peça sobre as perspectivas econômicas dos países do BRIC, com relação à Copa do Mundo. Eu disse-lhe apenas o BR estará lá como o IC não se classificaram. Ele disse que isso não importa, eles resolverão na edição. Vergonhoso.

O entrosamento. Crucial. Em nenhuma das circunstâncias são vocês que fornecem uma avaliação razoável sobre a perspectiva da Inglaterra. O julgamento é puramente binário: pregou-se como sendo os favoritos ou totais azarões. Ninguém quer ouvir no meio do caminho que é “inferior”.

Para trabalhar, as pessoas! Esta é a minha última Copa do Mundo. Se você acha que estou naquela correria interminável de Kazan e Volgograd em 2018 tomando alguma bebida forte com os moradores, você estaria pensando em outra coisa.


Saudações

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Informações adicionais:

1. Aqui o jornalista faz um trocadilho com a música de Elton John: Don´t Go Breaking My Heart, por ter um ritmo alegre.

2. a expressão refere-se ao jogador italiano Mario Balotelli, que atualmente joga no Milan, encontra-se contundido com uma lesão no músculo vastus intermedius na coxa direita. O “car crash” referindo–se a corrida de carros com batidas violentas que costuma alcançar altos índices de audiência e o jogador em questão também.









quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TEXTO ORIGINAL: http://www.rollingstone.com/music/news/q-a-duran-durans-nick-rhodes-on-releasing-his-long-lost-side-project-20130311#ixzz2NGtWiqz4

PUBLICADO EM: 11 DE MARÇO DE 2013

Por: Barry Walters

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ




Q & A: tecladista do Duran Duran Nick Rhodes lança seu projeto paralelo perdido há muito tempo o qual foi extraviado em 1996, um  álbum conceitual sobre uma família que busca a fama.






    Nick Rhodes of Duran Duran in Las Vegas, Nevada.

    Ethan Miller/Getty Images






A história do rock está repleta de lendas sobre álbuns os quais nunca foram completamente concluídos. No caso do TV Mania: Bored With Prozac and the Internet? Há muito tempo o tecladista do Duran Duran Nick Rhodes e Warren Cuccurullo, guitarrista da banda 1986-2001, realmente tinham terminado seu projeto paralelo, em 1996, antes de perdê-lo inteiramente. Dezessete anos depois, este álbum experimental, com uma amostra-pesada foi finalmente lançado.





O único membro do Duran Duran o qual resistiu a todas as muitas mudanças de integrantes, Nick Rhodes, de 50 anos, nome de nascimento Nicholas Bates, falou a Rolling Stone como se faz música sobre a cultura pop de dentro do ventre da besta.



Qual foi a inspiração por trás deste álbum?

Estávamos trabalhando em Londres, em um álbum do Duran Duran, o Medazzaland. Simon insistiu com algumas letras, e disse: "Olha, quero ver se consigo em algumas semanas encontrar o assunto certo, eu gosto das músicas; só temos de fazer isso direito." Então, tivemos um período de inatividade, e Warren Cuccurullo, nosso guitarrista na época, não queríamos parar de trabalhar. Havia um programa de TV todos os dias às 14h00, chamado Planet Fashion, no mesmo horário quando começávamos a trabalhar, e as pessoas as quais eram sempre entrevistadas diziam coisas que pareciam títulos de músicas. Um dia eu disse: "Warren, deveríamos sample¹ alguns deles, colocá-los no meu teclado, posso alterar os tons e poderíamos escrever canções". “Então ele começou a gravar, e desta forma terminamos com títulos como “Beautiful Clothes” e “I Wanna Make Films " e " You're Dreaming Pal”.  E quando começamos a juntar os pedaços, conseguimos fazer estas tapeçarias musicais com muitos samples e unidades de ritmos antigos misturados com alta tecnologia da televisão, sintetizadores analógicos, digitais e sons agressivos.







Vídeo: Duran Duran na gravação de  All You Need Is Now " com Mark Ronson

Criamos algo que para mim é realmente único, e quando eu o levei para a nossa gravadora, a EMI / Capitol, inútil dizer, eles achavam que havíamos ficado completamente loucos. Eles estavam aguardando o álbum do Duran Duran com algumas canções pop finamente trabalhadas, e nós trouxemos essa obra de arte estranha feita por um casal de dadaístas em Battersea. Eles apenas disseram: "Eu não acho que é para nós".





Nesse momento, nós íamos sair e liberá-lo de forma independente, porque tínhamos terminado o álbum em 1996. Mas,  o mesmo acabou sendo engavetado porque queríamos terminar o álbum do Duran. Alguns anos se passaram, porque nós saímos em turnê, fizemos outro álbum do Duran Duran, e, em seguida, a reunião da nossa formação original aconteceu, então o projeto simplesmente se perdeu. Pensei que havia se perdido para sempre. Então, um dia, há 18 meses, eu estava procurando track² do Duran para digitalizar em um de nossos lugares de armazenamento de fitas, quando abri um pouco a caixa DAT [fita de áudio digital]  estava o álbum do TV Mania o qual foi colocado erroneamente nesta caixa. Eu não tinha sequer um aparelho que pudesse tocar o DAT, mais um desses formatos perdidos. Entãom eu tinha que ter um, e fiquei muito feliz quando ouvi porque ele envelheceu bem pouco. É uma verdadeira cápsula do tempo.





Você tinha a intenção em transformá-lo em um musical da Broadway?

Foi escrito como um álbum conceitual sobre uma família disfuncional. O pai era um extremista, obcecado com a religião. A mãe era viciada em drogas farmacêuticas e passou a maior parte de seu tempo a olhar para a Internet. O filho dela estava completamente apaixonado por jogos on-line e aprendeu as habilidades de hacking. E a filha, uma menina muito bonita, só queria ser famosa por nenhuma razão em particular. Imaginamos esse cenário onde os cientistas estavam procurando uma família para estudo por que nossa sociedade estava desmoronando. Eles descobriram que essa família, uma mistura perfeita de estereótipos, e estava com o intuito de colocá-los em uma casa com câmeras de vigilância, confiná-los completamente, e monitorar todos os seus comportamentos. Os canais de televisão ofereceram aos cientistas tanto dinheiro que eles aceitaram, e isso se tornou um show internacional. Essa foi a premissa - antes de Survivor ou Big Brother. O Show de Truman saiu alguns meses depois de concluída a gravação. Warren e eu vimos aquilo e pensamos: “Nossa, lá se vai a idéia." Obviamente, havia um monte de pessoas que pensavam as mesmas coisas. Nós nunca terminamos tudo, porque seriam dois álbuns longos. O segundo seria um pouco mais tradicionalmente baseado em canção.





Por que liberá-lo agora?

Um, porque eu o encontrei. Dois, porque é muito mais fácil. Uma das grandes ironias para mim foi o fato que queria que Medazzaland fosse o primeiro álbum a ser vendido digitalmente online. A tecnologia era pouco disponível, mas encontrei uma empresa chamada Liquid Audio, e o primeiro single desse álbum, "Electric Barbarella", na verdade tornou-se a primeira faixa a ser vendida como um download digital em 1997. O qual foi banido posteriormente por todas as grandes lojas de discos nos Estados Unidos. Eles ficaram completamente horrorizado, em retrospecto, você pode ver o motivo, mas pensei que isso fosse o futuro. Claramente essa foi a tecnologia fenomenal que o Napster teve, mas não demorou muito para ver o efeito devastador que iria causar na indústria se todo mundo começasse a roubar música. Pensei que tudo estaria resolvido, mas, em vez de adaptar a tecnologia e usá-la de forma sensata como a Apple fez seis anos mais tarde com o iTunes, as gravadoras decidiram punir o Mr. Anonymous em Idaho, em vez de pensar de forma inteligente sobre o que fazer com o futuro do negócio da música. Mas isso agora é passado. Sabemos o que aconteceu.



EmI Want My MTV”, a história oral da MTV, Duran Duran vem transversalmente como a voz da razão em uma indústria insana.

Acho que sempre fui muito pragmático sobre a indústria. MTV certamente foi um momento fantástico para o Duran Duran, no começo era tudo o que você poderia desejar: 24 horas de música na televisão com vídeos, entrevistas e bandas surgindo – ela significava algo. Mas, uma vez que eles decidiram que os game shows seriam mais bem-sucedidos e só queriam uma lista de cinco músicas por semana. . . Eu só me lembro de ver uma manchete de jornal que dizia "Toys-R-Us Wants To Get Out of the Toy Business.” (Somos os brinquedos os quais querem sair desse negócio)  Foi um bom paralelo, pois a  MTV quis sair do negócio da música e isso teria sido um título apropriado naquele momento.



Isto não é uma crítica, mas nunca houve uma banda com apelo artístico comercializada com mais sucesso para adolescentes e meninas pré-adolescentes que Duran Duran. Como você concilia isso?

Bem, acho que, olhando para trás, os Beatles, os Rolling Stones, The Doors e outras bandas que fizeram um monte de música que não foi necessariamente projetado para ser gritado. É muito fácil de ser analítico e dizer que perdemos um pouco do nosso "rock cred", mas eu me importo muito mais sobre as músicas, como elas soam e os shows que fazemos, de modo que nunca parei para pensar muito sobre isso, porque estávamos muito ocupados fazendo as coisas da forma como queríamos. O fato de nosso público nos permitiu ser o que somos, sou imensamente grato. Entendo, porque foi estranho: Acredite em mim, a primeira vez que tocamos "The Chauffeur" [a última faixa synth-heavy de Rio] e as pessoas estavam gritando e não conseguíamos nos ouvir tocando, foi surreal. Mas, você se acostuma com essas coisas. Quando eu levei a minha filha para os shows quando ela era mais jovem houve muita emoção na platéia, essa situação cria uma vibração diferente, que você não consegue se você só tem um monte de homens com camisetas agitando os punhos no ar.



Seu baixista John Taylor escreveu em sua autobiografia sobre a dependência da vida guiada pelo Duran Duran. Não apenas as drogas, que se tornou um problema para ele, mas a estimulação constante em todos os níveis - sexo, fama, viagens, stress. Como essas condições moldaram a sua perspectiva de fazer este álbum, as quais lidam com muitas das mesmas questões?

(Risos) Bem, eu amo a cultura pop. Gosto de estar dentro dela, dou um passo para fora e olho para dentro "Too Much Information", uma das melhores letras de Simon, retratava a sobrecarga dos meios de comunicação na época. Eu acho que a cultura pop é o melhor assunto para ser considerado - "Other People's Lives," o qual escrevemos a respeito no último álbum do Duran Duran. A maioria das ideias para as melhores canções vêm de situações reais, algo que seu amigo lhe disse na noite anterior, a garota que acabou de te deixar, ou algo traumático em sua vida. A ironia é que Simon estava buscando a fundo as palavras ao mesmo tempo que estávamos usufruindo da cultura pop a nossa frente - mais como técnica de cut-up de William Burroughs³ que a escrita tradicional.



Por que você escolheu permanecer com o Duran Duran e não optar por fazer mais projetos experimentais como este?

Porque eu posso muito bem fazer o que eu quero dentro do Duran Duran, como a maioria dos membros da banda pode. Eu comecei a trabalhar com grandes pessoas ligadas as artes, moda, design, fotografia. No ano retrasado, fizemos um filme com David Lynch. David preparou um monte de material original e cobriu a banda ao vivo, vamos exibi-lo ao vivo pela internet, e tivemos mais de sete milhões de pessoas sintonizadas em diferentes momentos olhando para o que estava acontecendo em um teatro em Los Angeles, a gente tocando e as imagens maravilhosamente estranhas de David sendo sobreposta a banda. Pelo menos, iremos lançá-lo, como um DVD em algum momento. Trabalhamos com produtores de -  Colin Thurston, que produziu Iggy Pop e David Bowie, Alex Sadkin com Grace Jones e Bob Marley e Talking Heads, e passamos por Nile Rodgers [Chic, Bowie, Madonna ] e, mais recentemente, trabalhamos com Justin Timberlake e Timberland e depois com Mark Ronson no último álbum, o qual foi pura alegria. Sempre mantivemos interesse nessas colaborações.



Muitos músicos de rock agora são célebres Djs, mas você foi um dos primeiros - talvez o primeiro por ter tocado em clube, na Rum Runner de Birmingham, onde o Duran Duran era a banda da casa, antes de se tornar mundialmente conhecido tocando em um grupo.
Sim, eu tinha 16 anos quando estava fazendo isso.





Como aquela experiência de DJ moldou o que veio depois?


Provavelmente mais do que jamais penso. Isto lhe dá uma noção do que funciona musicalmente o que funciona, do que as pessoas gostam para dançar. A antropologia do que é extraordinário, porque você pode ver quais músicas fazem as meninas virem para a pista de dança, e se as meninas vêm para a pista, os meninos as seguem. Eu estava tocando todas as coisas que gostava na época – Kraftwerk, Ultravox e David Bowie, e, em seguida, “um mix” com Grace Jones, os Sex Pistols e Frank Sinatra. Era muito eclético, o pós-punk. Estávamos à procura de novos rumos.






O que você ouve musicalmente e vê culturalmente faz você pensar: "Eu ajudei a fazer isso acontecer?"


[Risos] Eu não posso ser tão presunçoso. Mas, tenho que confessar que tenho visto coisas ao longo dos anos depois que havíamos feito isso e sorriamos, seja um layout de revista que se parece com capa do nosso último álbum, ou uma banda nova de jovens que soa um pouco como o nosso primeiro álbum. É bom ver que, possivelmente, tínhamos oferecido alguma inspiração para outros músicos. Sei como outros músicos foram importantes para mim e ainda são por aquilo que fazemos e aquilo que criamos. Eu ainda amo a música - que nunca vai desaparecer. Se você pode ser parte disso e passar algo para a próxima geração, então eu acho que isso é especial.
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Informações adicionais: 


1. sample = Sample. amostra, em inglês; refere-se a algum trecho ou fragmento obtido de algo maior, do qual fazia parte. É um termo genérico, usado nas mais diversas áreas, embora seja bastante conhecido para se referir, em música, a pequenos trechos sonoros recortados de obras ou gravações pontuais para posterior reutilização em outra obra musical, não necessariamente no mesmo contexto do original. http://pt.wikipedia.org/wiki/Sampler





2. track = Nick refere-se as faixas de músicas do Duran Duran.



3. cut-up de William Burroughs = A técnica de cut-up uma técnica literária não-linear na qual um texto ou conjunto de textos são cortados literalmente em pequenas porções que depois são rearranjadas de modo a criar um texto novo. Esta técnica foi usada intensivamente pelo escritor americano William S. Burroughs derivado do seu contacto com artista inglês Brion Gysin. No verão de 1959 Gysin cortou uma folha de jornal em pequenas secções e reordenou-as aleatoriamente. O poema Minutes to Go foi escrito através deste procedimento de uma forma não editada. http://www.diale.org/cut-up.html





terça-feira, 24 de setembro de 2013

TEXTO ORIGINAL: http://www.songlyrics.com/duran-duran/buried-in-the-sand-lyrics/

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ



Nick Rhodes menciona no prefácio da nova edição de In the Pleasure Groove: Love, Death and Duran Duran, que havia escrito a canção Buried in The Sand do álbum Medazzaland, referindo-se a difícil conversa que John e ele tiveram ao telefone na época.

Abaixo a tradução da letra da música:


Soterrado na Areia

Não posso dizer que fiquei surpreso
Quando você rompeu  os laços
Os quais estavam pendurados por um fio

Mas agora  percebi
Que não poderia ser o mesmo
Porque tudo mudou

 Eu ainda estendi minha mão
Tentei puxá-lo de volta
Mas você estava soterrado na areia

Fico feliz que  veio
Porém, a nossa viagem termina aqui
Digo adeus a você

Meu  queridíssimo amigo ...

Você estava soterrado na areia ....

Semi-soterrado na areia