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quarta-feira, 18 de março de 2015

ESPAÇO MENSAL DO COLECIONADOR, FEVEREIRO DE 2015

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/2015/duran-duran-monthly-collectors-corner-february-2015/

TRADUZIDO POR: DIANA DA CRUZ


26 de fevereiro de 2015

PROGRAMMES¹… ADQUIRA SEUS PROGRAMMES AQUI!


A notícia emocionante das datas de shows do Duran Duran no ano novo trouxe a agitação para o início de 2015! E nada melhor que comemorar tudo isso dando uma olhada na história dos tours programme.



O programme teve sua primeira aparição nos cinemas do século XVII, onde as brochuras escritas à mão seriam distribuídas para o público detalhando o elenco, a equipe e outras notas de produção para o entretenimento da noite. Como a impressão ficou mais barata esses livros puderam ser produzidos em grande escala e agora fazem parte de toda peça de teatro desde aquelas encenadas no ensino médio até as da Broadway e do West End.



Com o sucesso do rock and roll no final de 1950, a procura de lembranças sobre o astro pop moderno aumentou. Denominados de Tour Books nos Estados Unidos, estes se tornaram uma das recordações mais populares destes eventos. Durante a primeira turnê do Duran Duran no Reino Unido, em 1981, este foi um dos melhores itens promocionais.



O Tour Programme  como objeto de arte teve um grande sucesso na década de 1970, quando artistas como Bowie e Roxy Music definiram um novo padrão elevado do estilo visual. O tour book foi transformado em um meio de veicular informação sobre o artista ou banda sob sua ótica, e dando aos designers inovadores um meio aos quais alguns dos mais bonitos trabalhos de design gráfico são destinados para impressão.



Sempre inovador, o Duran Duran têm trabalhado duro para criar livros que quebram os parâmetros no tamanho tradicional e no estilo dos cartazes. O menor destes é um cartaz histórico da banda para a Broadway em novembro de 2007. Já o maior é o All You Need is Now tour book.



Se o tamanho não impressionou você, que tal uma banda que quebra a barreira dimensional? O tour programme de ASTRONAUT em 2005 era um livro pop up¹ maravilhoso em 3-D desenhado por John Warwicker. O livro continha duas seções pop up e muitos materiais bônus, incluindo uma revista em quadrinhos da banda em estilo mangá, fact cards2 e até imagens destacáveis dos membros da banda.



Desde a sua fundação, em 1978, o Duran Duran fez mais de 20 turnês. Então há um monte de tour programmes para colecionar! Em breve traremos mais informações, mas se você quiser saber mais sobre as apresentações ao vivo do Duran Duran consulte a lista completa das turnês na LINHA DO TEMPO da página do Duranduran.com!


Texto e fotos de Derek Supryka


INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  1.  Livro pop up:  imagens que parecem saltar das páginas quando abrimos o livro são chamadas de pop-up, uma dobradura feita com o maior cuidado.
  2. Fact cards: são cartões em material mais resistente, cujo verso há informações sobre a história da banda, dos integrantes ou curiosidades.


TRECHO DA ENTREVISTA DE JOSHUA BLAIR PARA A FAN COMMUNITY

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/2015/josh-blair-qa/

TRADUZIDO POR: DIANA DA CRUZ


24 de fevereiro de 2015


Joshua Blair vem trabalhando com o Duran Duran desde que iniciaram as gravações do álbum RED CARPET MASSACRE (então chamado de REPORTAGE), e sua amizade com a banda continuou crescendo.  Participando de cada passo do álbum DD#14, Josh levou algum tempo para participar do Fan Community Q&A, o trecho encontra-se aqui:

Para inicio de conversa, como você se envolveu com a música?
A música sempre esteve em minha família. Meu avô foi um maestro de um coral local e cantou inúmeras vezes para a Rádio ABC. Estudei música desde quando eu era garoto na escola até quando ingressei na faculdade, tive a sorte de ter um grande professor de música, John Hartley. Eu costumava pegar emprestado o gravador do meu pai e tentava recriar as músicas que ouvia no rádio/ TV. Até hoje tenho aquele gravador e ainda funciona bem!

Para aqueles que desconhecem o que exatamente faz um engenheiro de estúdio, você poderia descrever a sua função?
Um engenheiro de estúdio pega o que a banda toca e grava para as fitas ou nos dias atuais para o computador via microfones e outros equipamentos. É o meu trabalho fazer com que os sons mais interessantes e bem gravados fiquem evidentes, que os equipamentos de gravação não atrapalhem e não interfiram no processo criativo.

Como você se juntou ao  Duran Duran?
Eu estava trabalhando no mesmo lugar em que o Duran alugou um estúdio.


Em quantos projetos com o Duran Duran você trabalhou até agora?
Comecei a trabalhar como assistente, no álbum não terminado entre, "Astronaut" e "Red Carpet Massacre". Eu acho que o álbum era para ser intitulado de Reportagem. Eu trabalhei  um pouco no RCM como assistente, em seguida, eu trabalhei como engenheiro em "All You Need Is Now" e os subsequentes B-Sides. Eu trabalhei um pouco no DVD "A Diamond in the Mind”. Estou também coproduzindo o novo álbum que está ainda para ser lançado.

Como foi ter Nile Rodgers no estúdio com a banda?

Foi muito bom ver a dinâmica entre Nile e os rapazes, foi como ter a família reunida novamente.






Fotos cortesia de Josh Blair

domingo, 11 de janeiro de 2015

MENSAGEM COMEMORATIVA dos dez anos de DOM BROWN!

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/2014/23154/

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ


19 de novembro de 2014

Então, hoje já faz 10 anos, desde o meu primeiro show com o Duran Duran... O tempo passou tão rápido, parece até ser a metade desse tempo!!

Eu jamais esquecerei a primeira vez que os encontrei e o show que aconteceu em seguida, no dia 19 de novembro de 2004.  Inesperadamente, numa manhã de quarta-feira, recebi uma ligação de Chris Rowley, o empresário responsável pela turnê deles na época. Um amigo de negócios deu a ele informação sobre mim.

Chris me perguntou se eu tinha compromisso naquela sexta-feira (sim, por apenas dois dias!) eu seria o guitarrista do Duran Duran, pois Andy Taylor havia adoecido e não estava apto para tocar no show. Aceitei o convite, e perguntei: quando seria o ensaio? Chris respondeu: "não haverá nenhuma possibilidade de ensaiar porque Simon e Nick estão fora do país, mas John e Roger estão disponíveis para encontrá-lo para realizar um ensaio com você esta noite."

Jamais tinha encontrado com qualquer membro da banda antes disso, então, estava um pouco nervoso, fui até Sphere Studios encontrar JT e Roger Taylor naquela noite, imediatamente gostei da vibe e da abordagem deles. Eles colocaram alguns CDs para tocar e me pediram para escolher algumas das músicas, as quais eu toquei os acordes principais... felizmente os meus ouvidos estavam confiáveis naquela noite, além de estar com alguma facilidade.

Os caras me deram uma pilha de seus CDs, algumas faixas estavam grifadas, para que eu pudesse aprender a tocar antes do próximo encontro no dia seguinte... como você pode imaginar, não tinha muito tempo para dormir, tendo que aprender a tocar umas 15 músicas até a tarde do dia seguinte.

Lembro-me do olhar de minha esposa Martha, quando voltávamos de um evento tarde da noite, enquanto eu ouvia no último volume os sucessos do Duran Duran. Nem precisa dizer que ela conhecia todas as letras!

Deu tudo certo no ensaio do dia seguinte, e de fato, John deu o elogio da minha vida - "é como ter Jeff Beck na banda"!

Da outra vez que vi os caras foi na passagem de som, onde conheci Nick e Simon, que obviamente foi um pouco cético, quanto a tudo dar certo sem qualquer ensaio... Nick me observou naquela noite, assim como em algumas vezes tive que pedir que cantasse as intros ou partes dos solos da guitarra. Hoje em dia, ele me lembra disso de vez em quando e ainda sorri!!!

De qualquer forma, tudo correu bem naquela noite, e eles me disseram que Andy não estaria disponível nas próximas semanas e perguntaram se eu poderia substituí-lo. É claro que concordei e durante as semanas seguintes tivemos show promocionais na Europa e no Reino Unido.

Embora isso me desse mais tempo para ouvir as músicas, não houve tempo para ensaiar antes do primeiro grande evento para 15.000 pessoas, que aconteceu no dia 02 de dezembro de 2004, no Gwinnett Center Arena na cidade de Atlanta, Georgia, nos EUA! Na verdade, eu não estava tão nervoso como de costume, então ninguém poderia me culpar se eu errasse!

Aquele show e os demais daquela maratona transcorreram bem. Quando Andy teve que tirar algumas semanas de folga em março / abril de 2005, quando o pai dele ficou muito doente, os rapazes me ligaram perguntando se eu poderia tocar no show em Denver, nos Estados Unidos no dia seguinte. Mais uma vez, não houve tempo para ensaiar, e não foi só isso, mas o ‘setlist’ tinha variado um pouco, havia várias canções novas que tinha que aprender ouvindo no meu iPod durante o voo ... um pouco assustador, mas estava pronto para o desafio!

Mais uma vez transcorreu tudo bem nesta maratona de Arenas e os rapazes ficaram satisfeitos, tanto que me ligaram em 2006 e me perguntaram se eu gostava do trabalho como guitarrista em tempo integral e o resto é história....

O Duran Duran é uma banda, a qual é muito divertida e interessante em se trabalhar, tivemos algumas experiências fantásticas e tocamos em algumas casas de espetáculo/ festivais maravilhosos em países encantadores.

Alguns dos destaques ao longo destes 10 anos incluem: dois shows no Wembley Stadium, em julho de 2007, o Concert for Diana e o Live Earth; participar do álbum Red Carpet Massacre e ver como os rapazes trabalham quando estão em estúdio; co-escrever e tocar as músicas que fizeram parte do álbum All You Need Is Now de 2010, e do próximo lançamento de 2015. Gostei muito de tocar ao vivo na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 no Hyde Park, em Londres e o Coachella foi formidável, lugares os quais sempre desejei tocar.

Estou muito ansioso para o lançamento do novo álbum e a turnê. Agora estamos mais confiantes do que nunca no palco e temos uma sintonia muito boa. Muita coisa aconteceu ao longo dos últimos 10 anos e foi ótimo conhecer os rapazes na esfera pessoal.

Espero por mais 10 anos!!


Dom.

Dom com Roger, Simon, John e Nick, 2004

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DURAN DURAN & Nile Rodgers FALAM DO NOVO ALBUM

TEXTO ORIGINAL: http://www.billboard.com/articles/news/6259205/duran-duran-nile-rodgers-new-album-interview

POR: KEITH CAULFIELD

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ


22 de setembro de 2014


Duran Duran, Nile Rodgers e Mark Ronson no estúdio - foto do twitter de Nile Rodgers


“Eu não poderia estar mais feliz ao trabalhar de novo com a minha banda”, diz Rodgers ao reunir-se com os “Wild Boys”.

Trinta anos atrás, Duran Duran e Nile Rodgers uniram para o icônico sucesso da banda "The Wild Boys." A parceria está de volta em ação, desta vez, gravando o novo álbum de estúdio do Duran Duran, que tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015.

"O álbum vem muito bom", diz Rodgers. "Eu não poderia estar mais feliz ao trabalhar de novo com a minha banda”. Eles são como minha segunda CHIC "(Rodgers - que liderou o Hot 100 da Billboard duas vezes com o CHIC - também co-produziu o álbum Notorious do Duran Duran, e remixou o grande sucesso The Reflex que foi nº 1 no Hot 100 da Billboard.
Também envolvido no projeto está Mark Ronson, quem co-produziu o ábum do Duran Duran em  2010 intitulado All You Need Is Now. Também estiveram colaborando recentemente em estúdio o ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers John Frusciante, como guitarrista, e  Mr Hudson.

 “Tivemos diferentes colaboradores em músicas diferentes”, diz John Taylor, “e eles também são uma espécie de intercâmbio”. “Na verdade, ainda não quero falar sobre as várias fórmulas e as interações que estão acontecendo, porque o álbum não está ainda acabado.”

Enquanto Taylor não entrou em detalhes sobre a direção do novo som (como eles ainda estão "no processo de juntar as várias peças que compõem o álbum"), Nick Rhodes foi um pouco mais preciso sobre isso. "Eu acho que nós sabemos onde queremos estar, e é bem no centro da pista de dança", ele recentemente disse à Associated Press. "É o que todos estamos visando."

Como a banda não está sob o contrato de uma gravadora, eles estão em negociação com uma série de selos para o lançamento do álbum, de acordo com sua empresária. Em relação ao seu último, a banda em parceria com a Apple, deu ao iTunes Store o direito exclusivo de vender o álbum durante os três primeiros meses. Em seguida, o grupo assinou um contrato com a S-Curve Records para lançar uma versão com mais faixas de All You Need Is Now e colocá-lo a venda nas lojas.


Próximo compromisso da banda: Eles se apresentarão no evento Formula 1 Grand Prix Weekend Fan Fest, na cidade de Austin, no Texas, no dia 1º de novembro. Este será o único show da banda nos EUA com ingressos a venda.  No entanto, não espere música nova no show, diz Taylor, é "muito improvável" que o público será surpreendido com as novas músicas do próximo álbum. "Quando você está lançando algo novo", diz ele, "você quer que as pessoas ouçam-o da forma como realmente é para ser ouvido. E provavelmente não vai ser pela primeira vez, ao vivo.”


domingo, 6 de julho de 2014

UM TRECHO DO Q&A DO SITE DA COMUNIDADE VIP DOS FÃS DO DURAN DURAN

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/2014/duran-duran-vip-fan-community-qa-excerpt-2/


TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ



01 de julho de 2014


Aqui está um trecho do Q&A muito inteligente e destaque no site da Comunidade VIP dos fãs do Duran Duran.

Rory McCartney é um diretor de arte incrivelmente talentoso que já trabalhou em não um, mas dois lançamentos do Duran Duran via Vinyl Factory - ALL YOU NEED IS NOW  e  A DIAMOND IN THE MIND.










O que é um dia típico para você?







Qual foi é o primeiro lançamento do Duran Duran o qual você trabalhou?








Você pode ser honesto - você é um fã da banda?







Você começou a interagir com algum dos membros da banda ao fazer a direção de arte para seus lançamentos de vinil? Se sim, quais?








A DIAMOND IN THE MIND está disponível pela The Vinyl Factory. Rory McCartney é assim também engraçado pessoalmente!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O baixista do Duran Duran, John Taylor nos mostra as cinco músicas que fazem parte da sua atual playlist.

TEXTO ORIGINAL: https://www.mrporter.com/journal/Journal_issue8/6
PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: 02 DE ABRIL DE 2011

TRADUÇÃO:  DIANA DA CRUZ




"Girl Panic!"
DURAN DURAN


Como um verdadeiro New Romantic, o baixista britânico Mr. Taylor quem curtiu a fama tremenda ao longo dos anos oitenta, com a banda que ele ajudou a formar em 1978. Agora, de volta a estrada para divulgar o seu álbum 13, All You Need Is Now (um trabalho aclamado pela crítica produzida por Mark Ronson), ele conversou conosco sobre as músicas as quais está cantarolando atualmente.




"The Glorious Land"
PJ HARVEY


 "Ela é tão criativa e sua música realmente fala comigo. Ela tem um sentimento pós-punk e uma linha de baixo incrível. Eu aumento o som quando ouço".



"President Gas"
PSYCHEDELIC FURS


"Uma das minhas bandas favoritas dos anos oitenta. Acho que Richard Butler tem uma das vozes mais menosprezadas daquela época. Ele é uma mistura entre Johnny Rotten e Frank Sinatra. Há essa veia de punk nele, mas também um toque de romantismo."




"Machu Picchu"
THE STROKES


"Os Strokes são a minha banda favorita do século 21. Gosto muito da primeira faixa do seu novo álbum. Acho que este é o primeiro álbum que banda fez ao invés de apenas ser o Julian Casablancas, o que lhes deu definitivamente uma dimensão nova.”




"The Magnificent Seven"
THE CLASH


"Quando eu era adolescente, eu percorria por todo o país para ver The Clash. Vê-los se transformar em um super grupo punk foi um presente incrível. Eles eram extraordinariamente criativos, como você vê nesta canção, eles não conheciam suas próprias limitações."



"The Birds"
ELBOW


"Eu gosto desta faixa porque é imprevisível. Atualmente há muita música previsível e gosto do Elbow porque eles são corajosos. Há uma confiança e intensidade nesta canção que eu aprecio."



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Bonus Track! Mark Ronson FOI POR TODA SUA VIDA UM FÃ DO DURAN DURAN

TEXTO ORIGINAL: http://www.duranduran.com/wordpress/?s=mark+ronson&cat=5

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ



14 de maio de 2014 


Nota do editor Lori Majewski: Qualquer um que me conhece sabe que eu sou um Duranie obstinado. E se você realmente me conhece, você provavelmente está ciente de que eu editei um fanzine relembrando os dias do Duran Duran, Too Much Information: o Definitive Duranzine. Entrevistar Mark Ronson para Mad World me lembra dos meus anos de formação em jornalismo, quando eu perseguia muitas celebridades apenas para perguntar-lhes sobre suas músicas favoritas do Duran Duran, membros e memórias. Alguns, como Jared Leto, que franziu a testa e disse: "Não podemos falar sobre Nirvana em vez disso?" Outros, como Claudia Schiffer e Trent Reznor, foram felizmente obrigados. Mark Ronson pertence a esse segundo grupo. Quando liguei de casa para ele, tivemos uma conversa entre fãs companheiros. O que se segue é uma "versão estendida" das citações de Mark que apareceram em nosso livro...



MAD WORLD: Quais são as suas primeiras lembranças do Duran Duran?

Mark Ronson: Eu estava na quarta série e nos inscrevemos para que pudéssemos tocar "Wild Boys" no show de talentos. Eu designei a todos suas funções, e ensaiamos juntos duas vezes, nunca com toda a banda na mesma sala. Pensávamos tudo ia dar certo, mas foi um desastre. O saxofonista saiu e estava tocando a música tema de Fame. Voltamos para a sala de aula depois, e o professor acabou conosco: "Vocês são uma vergonha! "Eu não sei como  tivemos a audácia de pensar que iríamos ser aceitos. Sorte que éramos os mais velhos da turma na escola, então, pelo menos, não haveria crianças que pudessem jogar coisas em nós. Além disso, meu padrasto estava no Foreigner, desta forma, ele tinha muitos amigos os quais eram estrelas do rock’ n’ roll. Lembro-me de uma noite que me disseram que John Taylor estava chegando, minha irmã gêmea e eu ficamos atordoados devido ao sono, pois estávamos tentando ficar acordado até tarde para vê-lo. Tenho certeza de eu tinha poucos pôsteres na parede.



MW: Como a banda influenciou no seu trabalho?

MR: Há certas músicas que você ama quando você é jovem, na verdade, você não precisa explicá-las; elas são apenas músicas pop de boa qualidade. E depois há as coisas que realmente são emocionantes, por exemplo, agora me encontro com a maioria deles, quando olho para trás, posso entender como eles me influenciaram. Acho que a principal coisa com Duran Duran foi que eles tinham uma sonoridade muito próxima do Chic. Há um incrível mash-up¹ feito por alguém e postado no You Tube onde "Le Freak" e "Girls On Film" se complementam. Eles têm a mesma sintonia! Isso mostra como de fato John foi influenciado por Bernard Edwards. Quero dizer, uma coisa é ser influenciado, outra é a capacidade de conseguir evocar o espírito da sonoridade. Há um monte de pessoas que são influenciadas por Jimi Hendrix, que tocam guitarra, mas existe poucas pessoas que podem fazer você pensar nele enquanto tocam. John e Roger trouxeram a tona o que há no Chic com Bernard Edwards e Tony Thompson.




MW: Houve uma avalanche de artistas new-wave interessantes nos anos 80. O que distingue o Duran Duran dos demais grupos desta época?

MR: Eles tinham as melhores músicas. Outras coisas definitivamente os ajudaram - sem dúvida eles tinham o melhor visual – porém isso somente reforçou essa ideia. Eles podiam tocar seus instrumentos. John é o único que é um grande obstinado fã de música, que estava empurrando-os, dizendo: "Tudo bem, temos que ser grandes e soar progressivos", Nick é o cérebro conceitual, Simon tinha essas melodias incríveis e uma voz tão singular e Roger é um dos maiores bateristas com agilidade e ritmo, com quem já gravei. Infelizmente, eu nunca cheguei a trabalhar com Andy; encontramos-nos (em 2012) e saímos algumas vezes, mas essa foi a primeira vez que eu o conheci.



MW: Você produziu o álbum do Duran Duran em 2011, All You Need is Now. O que você achou de trabalhar com seus ídolos?


MR: Eles são muito progressivos. Todos na banda estão sintonizados na música atual, música progressiva de verdade. Você poderia falar com John por 45 minutos sobre uma mixtape² de Diplo³. Ele é muito atento e ligado com o que está acontecendo. Isso é bastante evidente devido ao fato das pessoas com quem eles trabalharam nos últimos 10 ou 12 anos: Dallas Austin, Timbaland e Justin Timberlake.



MW: Mas foi você quem os guiou em direção a suas raízes new-wave e estilo de tocar no álbum Rio.

MR: Talvez de uma maneira um pouco egoísta, eu – e a maioria das pessoas ao meu redor, sendo músicos ou amigos fãs incondicionais - apenas queriam que cada um do Duran Duran pudesse reproduzir sua própria identidade. Eu (tinha) de abordar esse assunto com eles, sem tentar fazê-los sentir como se estivessem dando um passo para trás. Tratava-se de levá-los de volta a essência de quando eram jovens impetuosos fazendo esses sons e não ter medo ou do excesso em pensar nisso. Aprendi muito ao realizar esse album, especialmente do Nick sobre sintetizadores, quem me atualizou sobre o seu mais recente álbum solo (sua coleção) e o álbum de Bruno Mars (Unorthodox Jukebox) o qual trabalhei.



MW: Em Mad World, John dá a você os créditos ao ajudá-lo a obter o seu “groove” de volta. Como foi isso?

MR: Enquanto músico, John é muito modesto. Eles foram rotulados por serem garotos bonitos - as pessoas esquecem que eles podem realmente tocar. Estava em turnê, tecnicamente um pouco como assistente, com um grande amigo meu Stuart Zender do Jamiroquai, que é considerado um dos melhores baixistas de sua geração. Fizemos um show de abertura para o Duran Duran, e Stuart, eu nunca tinha visto ele assim - estava um pouco impressionado. Ele disse: "Eu costumava treinar os solos de baixo tocando "Rio" o tempo todo!”.



MW: O que faz de "Girls On Film", ser considerada uma canção original?

MR: Aquela seção rítmica incrível. Assim sendo a espinha dorsal da música é, para mim, perfeita. Depois de ter esse incrível riff de guitarra - não há nada além disso! É como na música de Les Paul que usou um Marshall. É como Steve Jones, qualquer coisa, tal como uma justaposição e combinação do ritmo. Na verdade ninguém os colocou juntos. Então você tem esse incrível pano de fundo que vinha de Nick Rhodes, as (letras) que (são) sobre sexo - que é o home run4 o que está ali! Porém, não é só sobre sexo: A música é sexy. É uma combinação de arrebentar. Obviamente, isso não foi premeditado. Eles não disseram, “Tudo bem, se pudermos colocar isso aqui e ali, como se estivessem fazendo misturas no laboratório”. E magicamente está pronto. Na verdade é a soma das partes as quais você só tem o conhecimento quando ouve os primeiros acordes e as vozes durante o processo de gravação. Quando acontece a química entre a guitarra e o ritmo.



MW: Quais são as suas músicas favoritas do Duran Duran?

MR: Save a Prayer, The Chauffeur, The Reflex, Notorious, Lonely in Your Nightmare. E então você vai a um show e vê 20 mil pessoas cantando “Ordinary World”, e isso lhe comove, e você percebe, "Oh, outra grande canção!"


    Cortesia Mad World Book



Observações importantes: 


  1. Mash-up: é do que a combinação de dois ou mais vídeos, sem relação nenhuma entre eles, tendo como resultado um novo vídeo. http://imprensarocker.wordpress.com/2010/11/04/voce-sabe-o-que-e-um-mashup/

  1. Mixed tape: é uma compilação de canções, normalmente com copyright e adquiridas de fontes alternativas, gravadas tradicionalmente em cassete. As canções podem encontrar-se de forma sequencial ou agrupadas por características comuns como ano de publicação, gênero e outros aspectos mais subjetivos. Como consequência também tem surgido mixtapes de vídeos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mix_Tape


  1. Diplo: Thomas Wesley Pentz, Diplo é produtor, compositor, artista, DJ, empresário, diretor, inovador, ícone cultural e, acima de tudo, um lançador de tendências musicais.  http://monkeybuzz.com.br/artigos/2538/de-produtor-a-icone-cultural-conheca-diplo/


  1. Home run: No beisebol, home run (denotado HR) é uma rebatida na qual o rebatedor é capaz de circular todas as bases, terminando na casa base e anotando uma corrida (junto com uma corrida anotada por cada corredor que já estava em base), com nenhum erro cometido pelo time defensivo na jogada que resultou no batedor-corredor avançando bases extras. O feito é geralmente conseguido rebatendo a bola sobre a cerca do campo externo entre os postes de falta (ou fazendo contato com um deles), sem que ela antes toque o chão. http://pt.wikipedia.org/wiki/Home_run


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TEXTO ORIGINAL: http://www.rollingstone.com/music/news/q-a-duran-durans-nick-rhodes-on-releasing-his-long-lost-side-project-20130311#ixzz2NGtWiqz4

PUBLICADO EM: 11 DE MARÇO DE 2013

Por: Barry Walters

TRADUÇÃO: DIANA DA CRUZ




Q & A: tecladista do Duran Duran Nick Rhodes lança seu projeto paralelo perdido há muito tempo o qual foi extraviado em 1996, um  álbum conceitual sobre uma família que busca a fama.






    Nick Rhodes of Duran Duran in Las Vegas, Nevada.

    Ethan Miller/Getty Images






A história do rock está repleta de lendas sobre álbuns os quais nunca foram completamente concluídos. No caso do TV Mania: Bored With Prozac and the Internet? Há muito tempo o tecladista do Duran Duran Nick Rhodes e Warren Cuccurullo, guitarrista da banda 1986-2001, realmente tinham terminado seu projeto paralelo, em 1996, antes de perdê-lo inteiramente. Dezessete anos depois, este álbum experimental, com uma amostra-pesada foi finalmente lançado.





O único membro do Duran Duran o qual resistiu a todas as muitas mudanças de integrantes, Nick Rhodes, de 50 anos, nome de nascimento Nicholas Bates, falou a Rolling Stone como se faz música sobre a cultura pop de dentro do ventre da besta.



Qual foi a inspiração por trás deste álbum?

Estávamos trabalhando em Londres, em um álbum do Duran Duran, o Medazzaland. Simon insistiu com algumas letras, e disse: "Olha, quero ver se consigo em algumas semanas encontrar o assunto certo, eu gosto das músicas; só temos de fazer isso direito." Então, tivemos um período de inatividade, e Warren Cuccurullo, nosso guitarrista na época, não queríamos parar de trabalhar. Havia um programa de TV todos os dias às 14h00, chamado Planet Fashion, no mesmo horário quando começávamos a trabalhar, e as pessoas as quais eram sempre entrevistadas diziam coisas que pareciam títulos de músicas. Um dia eu disse: "Warren, deveríamos sample¹ alguns deles, colocá-los no meu teclado, posso alterar os tons e poderíamos escrever canções". “Então ele começou a gravar, e desta forma terminamos com títulos como “Beautiful Clothes” e “I Wanna Make Films " e " You're Dreaming Pal”.  E quando começamos a juntar os pedaços, conseguimos fazer estas tapeçarias musicais com muitos samples e unidades de ritmos antigos misturados com alta tecnologia da televisão, sintetizadores analógicos, digitais e sons agressivos.







Vídeo: Duran Duran na gravação de  All You Need Is Now " com Mark Ronson

Criamos algo que para mim é realmente único, e quando eu o levei para a nossa gravadora, a EMI / Capitol, inútil dizer, eles achavam que havíamos ficado completamente loucos. Eles estavam aguardando o álbum do Duran Duran com algumas canções pop finamente trabalhadas, e nós trouxemos essa obra de arte estranha feita por um casal de dadaístas em Battersea. Eles apenas disseram: "Eu não acho que é para nós".





Nesse momento, nós íamos sair e liberá-lo de forma independente, porque tínhamos terminado o álbum em 1996. Mas,  o mesmo acabou sendo engavetado porque queríamos terminar o álbum do Duran. Alguns anos se passaram, porque nós saímos em turnê, fizemos outro álbum do Duran Duran, e, em seguida, a reunião da nossa formação original aconteceu, então o projeto simplesmente se perdeu. Pensei que havia se perdido para sempre. Então, um dia, há 18 meses, eu estava procurando track² do Duran para digitalizar em um de nossos lugares de armazenamento de fitas, quando abri um pouco a caixa DAT [fita de áudio digital]  estava o álbum do TV Mania o qual foi colocado erroneamente nesta caixa. Eu não tinha sequer um aparelho que pudesse tocar o DAT, mais um desses formatos perdidos. Entãom eu tinha que ter um, e fiquei muito feliz quando ouvi porque ele envelheceu bem pouco. É uma verdadeira cápsula do tempo.





Você tinha a intenção em transformá-lo em um musical da Broadway?

Foi escrito como um álbum conceitual sobre uma família disfuncional. O pai era um extremista, obcecado com a religião. A mãe era viciada em drogas farmacêuticas e passou a maior parte de seu tempo a olhar para a Internet. O filho dela estava completamente apaixonado por jogos on-line e aprendeu as habilidades de hacking. E a filha, uma menina muito bonita, só queria ser famosa por nenhuma razão em particular. Imaginamos esse cenário onde os cientistas estavam procurando uma família para estudo por que nossa sociedade estava desmoronando. Eles descobriram que essa família, uma mistura perfeita de estereótipos, e estava com o intuito de colocá-los em uma casa com câmeras de vigilância, confiná-los completamente, e monitorar todos os seus comportamentos. Os canais de televisão ofereceram aos cientistas tanto dinheiro que eles aceitaram, e isso se tornou um show internacional. Essa foi a premissa - antes de Survivor ou Big Brother. O Show de Truman saiu alguns meses depois de concluída a gravação. Warren e eu vimos aquilo e pensamos: “Nossa, lá se vai a idéia." Obviamente, havia um monte de pessoas que pensavam as mesmas coisas. Nós nunca terminamos tudo, porque seriam dois álbuns longos. O segundo seria um pouco mais tradicionalmente baseado em canção.





Por que liberá-lo agora?

Um, porque eu o encontrei. Dois, porque é muito mais fácil. Uma das grandes ironias para mim foi o fato que queria que Medazzaland fosse o primeiro álbum a ser vendido digitalmente online. A tecnologia era pouco disponível, mas encontrei uma empresa chamada Liquid Audio, e o primeiro single desse álbum, "Electric Barbarella", na verdade tornou-se a primeira faixa a ser vendida como um download digital em 1997. O qual foi banido posteriormente por todas as grandes lojas de discos nos Estados Unidos. Eles ficaram completamente horrorizado, em retrospecto, você pode ver o motivo, mas pensei que isso fosse o futuro. Claramente essa foi a tecnologia fenomenal que o Napster teve, mas não demorou muito para ver o efeito devastador que iria causar na indústria se todo mundo começasse a roubar música. Pensei que tudo estaria resolvido, mas, em vez de adaptar a tecnologia e usá-la de forma sensata como a Apple fez seis anos mais tarde com o iTunes, as gravadoras decidiram punir o Mr. Anonymous em Idaho, em vez de pensar de forma inteligente sobre o que fazer com o futuro do negócio da música. Mas isso agora é passado. Sabemos o que aconteceu.



EmI Want My MTV”, a história oral da MTV, Duran Duran vem transversalmente como a voz da razão em uma indústria insana.

Acho que sempre fui muito pragmático sobre a indústria. MTV certamente foi um momento fantástico para o Duran Duran, no começo era tudo o que você poderia desejar: 24 horas de música na televisão com vídeos, entrevistas e bandas surgindo – ela significava algo. Mas, uma vez que eles decidiram que os game shows seriam mais bem-sucedidos e só queriam uma lista de cinco músicas por semana. . . Eu só me lembro de ver uma manchete de jornal que dizia "Toys-R-Us Wants To Get Out of the Toy Business.” (Somos os brinquedos os quais querem sair desse negócio)  Foi um bom paralelo, pois a  MTV quis sair do negócio da música e isso teria sido um título apropriado naquele momento.



Isto não é uma crítica, mas nunca houve uma banda com apelo artístico comercializada com mais sucesso para adolescentes e meninas pré-adolescentes que Duran Duran. Como você concilia isso?

Bem, acho que, olhando para trás, os Beatles, os Rolling Stones, The Doors e outras bandas que fizeram um monte de música que não foi necessariamente projetado para ser gritado. É muito fácil de ser analítico e dizer que perdemos um pouco do nosso "rock cred", mas eu me importo muito mais sobre as músicas, como elas soam e os shows que fazemos, de modo que nunca parei para pensar muito sobre isso, porque estávamos muito ocupados fazendo as coisas da forma como queríamos. O fato de nosso público nos permitiu ser o que somos, sou imensamente grato. Entendo, porque foi estranho: Acredite em mim, a primeira vez que tocamos "The Chauffeur" [a última faixa synth-heavy de Rio] e as pessoas estavam gritando e não conseguíamos nos ouvir tocando, foi surreal. Mas, você se acostuma com essas coisas. Quando eu levei a minha filha para os shows quando ela era mais jovem houve muita emoção na platéia, essa situação cria uma vibração diferente, que você não consegue se você só tem um monte de homens com camisetas agitando os punhos no ar.



Seu baixista John Taylor escreveu em sua autobiografia sobre a dependência da vida guiada pelo Duran Duran. Não apenas as drogas, que se tornou um problema para ele, mas a estimulação constante em todos os níveis - sexo, fama, viagens, stress. Como essas condições moldaram a sua perspectiva de fazer este álbum, as quais lidam com muitas das mesmas questões?

(Risos) Bem, eu amo a cultura pop. Gosto de estar dentro dela, dou um passo para fora e olho para dentro "Too Much Information", uma das melhores letras de Simon, retratava a sobrecarga dos meios de comunicação na época. Eu acho que a cultura pop é o melhor assunto para ser considerado - "Other People's Lives," o qual escrevemos a respeito no último álbum do Duran Duran. A maioria das ideias para as melhores canções vêm de situações reais, algo que seu amigo lhe disse na noite anterior, a garota que acabou de te deixar, ou algo traumático em sua vida. A ironia é que Simon estava buscando a fundo as palavras ao mesmo tempo que estávamos usufruindo da cultura pop a nossa frente - mais como técnica de cut-up de William Burroughs³ que a escrita tradicional.



Por que você escolheu permanecer com o Duran Duran e não optar por fazer mais projetos experimentais como este?

Porque eu posso muito bem fazer o que eu quero dentro do Duran Duran, como a maioria dos membros da banda pode. Eu comecei a trabalhar com grandes pessoas ligadas as artes, moda, design, fotografia. No ano retrasado, fizemos um filme com David Lynch. David preparou um monte de material original e cobriu a banda ao vivo, vamos exibi-lo ao vivo pela internet, e tivemos mais de sete milhões de pessoas sintonizadas em diferentes momentos olhando para o que estava acontecendo em um teatro em Los Angeles, a gente tocando e as imagens maravilhosamente estranhas de David sendo sobreposta a banda. Pelo menos, iremos lançá-lo, como um DVD em algum momento. Trabalhamos com produtores de -  Colin Thurston, que produziu Iggy Pop e David Bowie, Alex Sadkin com Grace Jones e Bob Marley e Talking Heads, e passamos por Nile Rodgers [Chic, Bowie, Madonna ] e, mais recentemente, trabalhamos com Justin Timberlake e Timberland e depois com Mark Ronson no último álbum, o qual foi pura alegria. Sempre mantivemos interesse nessas colaborações.



Muitos músicos de rock agora são célebres Djs, mas você foi um dos primeiros - talvez o primeiro por ter tocado em clube, na Rum Runner de Birmingham, onde o Duran Duran era a banda da casa, antes de se tornar mundialmente conhecido tocando em um grupo.
Sim, eu tinha 16 anos quando estava fazendo isso.





Como aquela experiência de DJ moldou o que veio depois?


Provavelmente mais do que jamais penso. Isto lhe dá uma noção do que funciona musicalmente o que funciona, do que as pessoas gostam para dançar. A antropologia do que é extraordinário, porque você pode ver quais músicas fazem as meninas virem para a pista de dança, e se as meninas vêm para a pista, os meninos as seguem. Eu estava tocando todas as coisas que gostava na época – Kraftwerk, Ultravox e David Bowie, e, em seguida, “um mix” com Grace Jones, os Sex Pistols e Frank Sinatra. Era muito eclético, o pós-punk. Estávamos à procura de novos rumos.






O que você ouve musicalmente e vê culturalmente faz você pensar: "Eu ajudei a fazer isso acontecer?"


[Risos] Eu não posso ser tão presunçoso. Mas, tenho que confessar que tenho visto coisas ao longo dos anos depois que havíamos feito isso e sorriamos, seja um layout de revista que se parece com capa do nosso último álbum, ou uma banda nova de jovens que soa um pouco como o nosso primeiro álbum. É bom ver que, possivelmente, tínhamos oferecido alguma inspiração para outros músicos. Sei como outros músicos foram importantes para mim e ainda são por aquilo que fazemos e aquilo que criamos. Eu ainda amo a música - que nunca vai desaparecer. Se você pode ser parte disso e passar algo para a próxima geração, então eu acho que isso é especial.
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Informações adicionais: 


1. sample = Sample. amostra, em inglês; refere-se a algum trecho ou fragmento obtido de algo maior, do qual fazia parte. É um termo genérico, usado nas mais diversas áreas, embora seja bastante conhecido para se referir, em música, a pequenos trechos sonoros recortados de obras ou gravações pontuais para posterior reutilização em outra obra musical, não necessariamente no mesmo contexto do original. http://pt.wikipedia.org/wiki/Sampler





2. track = Nick refere-se as faixas de músicas do Duran Duran.



3. cut-up de William Burroughs = A técnica de cut-up uma técnica literária não-linear na qual um texto ou conjunto de textos são cortados literalmente em pequenas porções que depois são rearranjadas de modo a criar um texto novo. Esta técnica foi usada intensivamente pelo escritor americano William S. Burroughs derivado do seu contacto com artista inglês Brion Gysin. No verão de 1959 Gysin cortou uma folha de jornal em pequenas secções e reordenou-as aleatoriamente. O poema Minutes to Go foi escrito através deste procedimento de uma forma não editada. http://www.diale.org/cut-up.html